Tóquio confirmou 143 novas infecções por coronavírus no domingo, 5, marcando a maior taxa de aumento já registrada de casos. O número total de infecções por vírus causadoras de pneumonia confirmadas na capital japonesa subiu para 1.034.

Um crescimento que pode dar mais peso ao primeiro-ministro Shinzo Abe para declarar estado de emergência. Diversos especialistas em saúde pressionam o governo a colocar o país em sinal vermelho pois preveem um colapso no sistema de saúde.

A contagem de domingo superou os 118 casos relatados em Tóquio no sábado – quando o aumento diário ultrapassou a casa dos 100 casos. Em entrevista à emissora NHK, a governadora de Tóquio Yuriko Koike informou que foram garantidos cerca de 900 leitos até agora, com 817 pacientes hospitalizados em Tóquio até a noite de sábado.

No segundo final de semana consecutivo, muitas pessoas no Japão se abstiveram de sair depois que as autoridades locais pediram aos moradores que ficassem em casa, exceto por razões essenciais, como fazer compras para as necessidades diárias e ir a hospitais.

OUTROS ESTADOS

Além de Tóquio, onde uma onda de novos casos tornou a capital a área mais atingida do país, pedidos de permanência em casa também foram emitidos por prefeituras como Osaka, Fukui, Fukuoka, Miyagi e Ibaraki.

Autoridades disseram que o número de pacientes jovens e aqueles sem rotas claras de infecção está aumentando. Comunicados pedem para as pessoas que evitem sair à noite, pois uma série de infecções por aglomerados foi confirmada nos distritos de entretenimento e diversão.

ESTADO DE EMERGÊNCIA

Um estado de emergência permitiria que os governadores das prefeituras solicitassem que os residentes fiquem em casa e limitem o uso de escolas e outras instalações para conter infecções, mesmo que não possam forçar as pessoas a fazê-lo. Os governadores da prefeitura também podem exigir que medicamentos, alimentos e outras necessidades sejam vendidos ou entregues.

Mas, para fornecer atendimento médico de emergência, os governadores podem usar terras e instalações sem a permissão de seus proprietários e usuários, desde que haja uma necessidade legítima de fazê-lo.

“Em uma resposta à crise, fazer tarde demais significa fracasso”, disse o legislador do partido da oposição Shigefumi Matsuzawa na última semana. “Dada a situação atual, acredito que o primeiro-ministro deve declarar um estado de emergência rapidamente”.

No entanto, na visão de Abe, o Japão está “mantendo a linha” contra a propagação do vírus e que, enquanto as pessoas permanecerem vigilantes, um estado de emergência poderá ser evitado.

Uma mudança na lei em março deu a Abe o poder de declarar um estado de emergência, mas ele ainda precisa consultar um painel consultivo, que decidirá se uma declaração é justificada. Ele também precisa notificar o parlamento com antecedência.

Fonte | Kyodo
Foto | Issei Kato (Reuters)