Até tarde desta quarta-feira, 8, somente duas das oito escolas brasileiras em atividade na província de Shizuoka decidiram seguir as orientações do governo em relação à prevenção da propagação do coronavírus e suspender as aulas para suas turmas dos ensinos fundamental e médio.

O Centro de Ensino Nippo-Brasileiro (Colégio Objetivo), na cidade de Kikugawa, informou em nota nesta quarta-feira que seguirá  as orientações estadual e municipal e suspenderá a partir desta quinta-feira, 9, até o dia 17 desse mês as aulas dos alunos do 8º ano do Fundamental ao 3º do Ensino Médio.

E a partir do dia 13 as aulas serão suspensas aos alunos do 1º ano ao 7º do Fundamental. “Nosso objetivo é fazer a prevenção do coronavírus e evitar a sua disseminação em nossa cidade e regiões adjacentes”, justificou a escola em nota. Os alunos estão recebendo orientações dos professores via internet.

Kikugawa registrou no final de março um caso de coronavírus em uma estudante de 20 anos, japonesa, que teria contraído a doença em viagem à Irlanda. Ela ficou em isolamento e, de acordo com a Prefeitura de Kikugawa, já apresentou melhora no quadro de saúde.

ALEGRIA DO SABER

Em Hamamatsu, a escola Alegria do Saber suspendeu as aulas presenciais do 6º ano do Fundamental 2 ao 3º do Ensino Médio, entre os dias 13 e 17 de abril, com possibilidade de estender o prazo caso haja solicitação do governo de Shizuoka, informou a direção. Os alunos também receberão materiais e orientações online.

O avanço da disseminação do novo coronavírus fez com que escolas japonesas de ensino fundamental e médio em 13 cidades da província de Shizuoka tivesse o retorno às aulas prolongados. Os motivos incluem a decisão do governo de emitir uma declaração de emergência e a confirmação de pessoas infectadas em áreas adjacentes.

De acordo com levantamento do Japan On, Numazu, Mishima, Atami, Ito, Izunokuni, Kikugawa e Kosai, e Koyama e Kannan decidiram prolongar a volta às aulas, após manifestarem intenção de voltar essa semana. Há um total de 13 municípios, incluindo Susono e Gotemba, que já decidiram fechar, e Nagaizumi e Shimizu.

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