A província de Toyama, no Japão, ajudará a aumentar a produção do medicamento antiviral Avigan, que é considerado eficaz no tratamento do Covid-19, a doença respiratória causada pelo novo coronavírus, disse o governador Takakazu Ishii.

“Pedirei às empresas farmacêuticas da Prefeitura de Toyama que cooperem para aumentar a produção (da Avigan)”, afirmoi Ishii. “Se o medicamento fabricado em Toyama puder ajudar o Japão e o resto do mundo (na luta contra o coronavírus), faremos o que pudermos”.

O Japão planeja oferecer o medicamento, desenvolvido pela Fujifilm Toyama Chemical Co., subsidiária da Fujifilm Holdings Corp., de graça para pelo menos 20 países que esperam usá-lo para tratar pacientes com coronavírus. O governo japonês também planeja triplicar o estoque de Avigan para uso no tratamento de 2 milhões de pacientes com Covid-19.

A Fujifilm Toyama Chemical está sediada em Tóquio, mas possui fábricas na prefeitura central do Japão, conhecida como grande produtora e vendedora de medicamentos no país.

AUMENTO NA PRODUÇÃO

Um ingrediente chave do medicamento antiviral foi importado da China, mas recentemente o suprimento foi interrompido devido à disseminação global do vírus. “Um certo número de instalações na província de Toyama pode responder ao pedido de aumento de produção”, disse o governador.

Como a produção doméstica do ingrediente, em vez de usar as importações da China, significa mais custos para produzir Avigan: “Vou pedir ao governo central para apoiar o investimento de capital, entre outros”.

Pesquisadores da Universidade Wuhan e de outras instituições na China disseram que o medicamento é eficaz em pacientes com coronavírus, especialmente naqueles com sintomas leves do coronavírus.

O Japão iniciou um teste clínico da Avigan para pacientes com Covid-19 no final de março, enquanto Israel e os Estados Unidos também iniciarão esse teste, de acordo com o governo de Israel e a Fujifilm Holdings.

A Avigan foi aprovada para fabricação e venda no Japão em 2014 para uso contra infecções novas ou recolocadas pelo vírus influenza. Mães grávidas ou mulheres que possam engravidar não podem tomar o medicamento devido ao risco de defeitos congênitos.

Fonte | Kyodo