O Japão vai revisar seus critérios para testar pessoas suspeitas de estarem infectadas com o novo coronavírus, disse o ministro da Saúde Katsunobu Kato, enquanto o país continua a lidar com casos de novas infecções em estado de emergência prolongado até o final do mês.

As novas diretrizes, a serem definidas pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar em breve, não limitariam mais os testes a pessoas que desenvolveram febre de 37,5º C ou mais por pelo menos quatro dias.

As pessoas que sentirem que estão com febre alta poderão consultar imediatamente um centro de saúde local, que os encaminhará para um ambulatório ou instituição médica. Casos os médicos considerarem necessário, poderão fazer um teste de reação em cadeia da polimerase (PCR).

As alterações serão introduzidas depois que muitas pessoas não puderam ser testadas porque não atenderam às diretrizes existentes. Em alguns casos, suas condições pioraram. “A temperatura corporal é diferente para cada pessoa”, disse o ministro da Saúde Katsunobu Kato.

MAIS TESTES DIÁRIOS

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Atualmente, no Japão, os testes de PCR para o vírus são realizados apenas em pessoas com sintomas como febre igual ou superior a 37,5º C por pelo menos quatro dias, ou dois no caso de idosos, pessoas com doença crônica e gestantes.

Sob as mudanças previstas, as pessoas com sintomas leves de resfriado, como febre e tosse por pelo menos quatro dias seguidos, serão aconselhadas a consultar um centro de saúde local, mesmo que a febre não esteja acima de 37,5º C.

O número de testes de PCR realizados no Japão tem sido muito baixo devido à falta de recursos humanos e preparação avançada. O governo espera aumentar sua capacidade e realizar 20.000 testes por dia.

Segundo dados divulgados por um painel de especialistas do governo, o Japão realizou 188 testes de PCR por 10.000 pessoas, enquanto muitos outros países fizeram mais de 1.000.

NOVO MEDICAMENTO

Em meio a iniciativas para desenvolver medicamentos e vacinas terapêuticas em todo o mundo, a Universidade Kitasato, em Tóquio, vai lançar ensaios clínicos sobre o medicamento Ivermectina, um tratamento eficaz para doenças parasitárias.

Satoshi Omura, professor emérito da universidade e ganhador do Nobel, ajudou a desenvolver o medicamento, visto no exterior como um possível tratamento para o coronavírus.

Para impedir a disseminação do vírus, o Japão estendeu na segunda-feira o estado de emergência nacional. Na quarta-feira, o governo metropolitano de Tóquio confirmou 38 novas infecções por vírus, o quarto dia consecutivo em que o número chegou a menos de 100.

Fonte | Kyodo News