O governo japonês aprovou na quarta-feira (13) kits de teste que podem detectar novos antígenos de coronavírus em 15 a 30 minutos, na esperança de melhorar seu regime de testes em meio à crescente demanda por um método mais simples e rápido.

A etapa ocorre porque o teste de reação em cadeia da polimerase, ou PCR, requer algumas horas pelo menos para produzir um resultado, e houve um aumento no número de pessoas que precisam de testes no país.

A Fujirebio Inc., produtora de kits de teste, disse que pode fornecer 200.000 kits por semana e considerará expandir a produção se houver mais demanda. Nos testes de antígeno, usados ​​para testar a gripe, os médicos inserem uma espécie de cotonete na narina do paciente e obtêm os resultados no local.

PCR

O teste detecta proteínas exclusivas do vírus e não precisa ser conduzido em laboratórios como o teste de PCR, que envolve a amplificação de pequenas quantidades de sequências de DNA do vírus.

Em alguns casos, os pacientes esperaram uma semana antes de receber o resultado do teste de PCR.

Mas como o teste de antígeno é considerado como tendo menor sensibilidade ao vírus do que o teste de PCR, as pessoas com resultados negativos também serão obrigadas a fazer testes de PCR para garantir a precisão.

Espera-se que o método de teste rápido seja usado em pacientes que precisam de tratamento imediato e para verificar se há infecção em instituições médicas e casas de repouso.

O teste deverá ser coberto pelo sistema de seguro público do Japão e os pacientes não serão obrigados a pagar nada do próprio bolso se forem submetidos ao teste, conforme orientação do médico.

Remdesivir começa a ser distribuído

O Japão também começou a distribuir o remédio antiviral remdesivir, desenvolvido pela empresa biofarmacêutica norte-americana Gilead Sciences Inc., para hospitais esta semana para tratar pacientes com sintomas graves de Covid-19.

A aprovação do medicamento foi acelerada na semana passada, após somente três dias de avaliação, depois de a droga ter sido aprovada para uso emergencial nos Estados Unidos.

Fonte e Foto | Kyodo