TÓQUIO – O mais recente supercomputador desenvolvido pelo instituto de pesquisa Riken, apoiado pelo governo do Japão, é o mais rápido do mundo em velocidade de computação, de acordo com um ranking semestral elaborado pelo projeto TOP500 EUA-Europeu.

O supercomputador, nomeado Fugaku, em homenagem ao Monte Fuji, também ficou em primeiro lugar em três outras categorias que mediram o desempenho em métodos computacionais para uso industrial, aplicativos de inteligência artificial e análise de big data.

Essa foi a primeira vez em nove anos que um supercomputador japonês capturou a posição superior, de acordo com a agência de notícias Kyodo.

O supermáquina foi desenvolvida em conjunto com a Fujitsu e o Centro Riken de Ciência da Computação, em Kobe, sua base fundamental servirá para simulações poderosas usadas em pesquisas científicas e no desenvolvimento de tecnologias industriais e militares.

QUADRILHÕES

O supercomputador Fugaku foi escolhido como o número 1 do mundo em junho, depois de realizar mais de 415 quadrilhões de cálculos por segundo (petaflops).

Isso foi quase o triplo da velocidade do segundo ranking da IBM, que chegou a 148 petaflops.

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O supercomputador Fugaku é exibido na mídia no Centro Riken de Ciência da Computação, em Kobe (Foto | Tomoki Mera)

COVID-19

Atualmente sendo operado em uma base experimental para pesquisas sobre possíveis medicamentos para combater o novo coronavírus, espera-se que o Fugaku esteja totalmente operacional no ano comercial a partir de abril de 2021.

“Conseguimos nos destacar em todas as principais especificações dos supercomputadores e demonstrar que é o melhor desempenho do mundo. Esperamos que ajude a solucionar problemas sociais difíceis, como a luta contra o novo coronavírus”, disse Satoshi Matsuoka, diretor do centro de ciência da computação do instituto.

TRAGÉDIAS

Outras aplicações incluem preparação para desastres. Fugaku pode modelar o impacto de um terremoto e tsunami em uma cidade de dezenas de quilômetros quadrados e mapear rotas de fuga.

O sistema de 130 bilhões de ienes (US $ 1,22 bilhão) deverá ficar totalmente operacional em 2021, com esperanças de reforçar as capacidades de pesquisa e desenvolvimento do Japão, bem como a competitividade industrial do país.

Fontes | Kyodo e Asia Nikkei

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