As vendas no varejo no Japão caíram 12,3% em maio em relação ao ano anterior, reduzidas por uma queda nos gastos com itens grandes, como carros, roupas e mercadorias em geral, mostraram dados do Ministério do Comércio nesta segunda-feira (29).

A desaceleração sustentada da demanda aumenta os riscos de que a terceira maior economia do mundo possa permanecer atolada em recessão por mais tempo do que o esperado, e um renascimento pode ser mais lento.

O declínio ocorreu após uma queda de 13,9% em abril, que foi a maior queda desde março de 1998 e foi pior do que a previsão de queda de 11,6% dos economistas em uma pesquisa da Reuters.

Os formuladores de políticas esperam que uma recuperação nos gastos privados, responsável por mais da metade da economia, ajude a apoiar o crescimento, pois a incerteza sobre a perspectiva da demanda global ameaça atrasar a recuperação.

Em comparação com um mês antes, as vendas no varejo em maio registraram seu primeiro aumento em três meses, aumentando 2,1% com ajuste sazonal, após uma queda de 9,9% em abril.

“Embora o consumo tenha aumentado um pouco, houve um forte senso de cautela em relação à infecção e os clientes demoraram a voltar”, disse Takumi Tsunoda, economista sênior do Shinkin Central Bank Research, ao Japan Today.

Tsunoda, de Shinkin, teme que um enfraquecimento da economia e um “forte senso de incerteza sobre o futuro” possam levar a cortes nos pagamentos de bônus no final do ano e ajustes de emprego pelas empresas.

Foto | Yuriko Nakao/Reuters

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