Os governadores das províncias japonesas pediram no sábado ao governo central que aumentasse a quantidade de subsídios extraordinários para os governos locais financiarem várias medidas contra a pandemia do coronavírus.

Com o aumento do número de infecções no Japão, a National Governors ‘Association entrou com o pedido de aumento dos repasses, que agora totalizam 3 trilhões de ienes (US$ 28 bilhões), em uma proposta urgente que adotou em uma reunião online essa semana, sobre a resposta ao coronavírus.

Os subsídios são usados ​​para financiar medidas como a melhoria da capacidade médica e ajuda para bares, restaurantes e outras empresas que suspendam as operações em cooperação com o pedido dos governos locais para fazê-lo, como parte dos esforços para conter a propagação do vírus.

Trinta e seis dos 47 governadores que participaram da reunião também trocaram opiniões sobre seis tipos de dados para avaliar a disseminação de infecções mostrada por um painel consultivo do governo no dia anterior, incluindo taxas de ocupação de leitos hospitalares, a porcentagem de pessoas com teste positivo e a contagem semanal de infecções recentemente relatadas por 100.000 pessoas.

Os outros três são o número de pacientes com coronavírus por 100.000 pessoas, o aumento semanal das infecções e a porcentagem de casos em que as rotas de infecção são desconhecidas.

REVISÃO DA LEI ESPECIAL

Os 47 governos provinciais do Japão foram aconselhados a utilizar os dados para decidir se reforçam as respostas locais.

“Nossas opiniões se refletem (nos seis indicadores principais)”, disse o governador de Tokushima, Kamon Iizumi, que atua como presidente da associação, na videoconferência.

Na proposta, os governadores também pediram a revisão da lei especial de combate ao coronavírus para que as autoridades possam impor penalidades aos empresários que não cooperarem com os pedidos de suspensão de negócios dos governos locais.

Separadamente, os governadores informaram que as pessoas reconsideram fazer viagens durante a temporada de férias de verão (Obon), em meados de agosto, em meio à preocupação de que o movimento de pessoas espalhe ainda mais o vírus.

Ao mesmo tempo, porém, eles incentivaram as pessoas a tomar medidas anti-infecciosas suficientes, como lavar as mãos com frequência e evitar jantar fora em grande número, caso precisem fazer viagens.

No Japão, muitas pessoas voltam para suas cidades natais para ver suas famílias, parentes e amigos no período Obon.

“Este verão é diferente dos verões normais”, disse a governadora de Tóquio, Yuriko Koike, aludindo à pandemia do coronavírus.

Koike convocou o público a fazer “homecomings online” para ver suas famílias online ou falar pelo telefone.

O governador de Okinawa, Denny Tamaki, disse que está pedindo às pessoas que pensem duas vezes antes de visitar a prefeitura da ilha mais ao sul, porque o número de infecções tem aumentado lá.

A associação está planejando divulgar por meio de seu site as opiniões de todos os 47 governadores sobre os retornos ao lar durante o período de férias.

Fonte | Kyodo

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