Em um quarto de hotel, exibindo uma garrafa de whisky e dizendo “vocês deram por que quis”, João Victor Lima Matsuoka, que já tem passagem pela polícia japonesa, admitiu ter aplicado uma “brincadeira de mau gosto” e arrecadou, junto à comunidade de brasileiros no Japão, mais de 150 mil ienes.

A repercussão do caso tomou as redes sociais entre segunda e terça-feira dessa semana. O rapaz, de 25 anos, admitiu ter criado uma conta falsa no Facebook para pedir nas comunidades virtuais dos brasileiros no Japão, ajuda para sobreviver.

Em um post, ele alegou ter ficado sem o salário do último emprego e pedia comida, pois estava há três dias sem alimentos e dormindo em seu veículo.

João Vitor, ou Vitor Lima como se identifica nas redes, também admitiu no post divulgado na segunda-feira, que havia roubado uma barra de proteína em uma loja de conveniência pois estava com fome.

Muita gente se mobilizou diante da publicação e foi ao encontro do rapaz, que estava “vivendo” em seu carro no porto de Iwata (Shizuoka).

Em uma filmagem feita por uma das brasileiras que se sensibilizaram com a situação do jovem, mostra dezenas de pessoas indo ao encontro de Vitor Lima entregar-lhe ajuda em dinheiro, em combustível e alimento.

Essa mesma jovem que ajudou João Vitor e fez a filmagem, divulgou na noite de quarta-feira, por volta das 22h, uma postagem supostamente feita pelo rapaz, onde ele escreve à um “parça” sobre o “golpe no face (Facebook)”, onde ele teria se passado por mendigo e não ter alimento, e com isso ter arrecadado 150 mil ienes.

Na sequência, a mesma pessoa divulgou o vídeo de João Vitor entrando num quarto de hotel, com uma garrafa de whisky e na sequencia o próprio autor admitindo a “brincadeira de mau gosto”.

O caso gerou revolta instantânea e até mesmo a mãe e a irmã de João Vitor foram procuradas para dar explicações, pois o rapaz tirou do ar suas contas das redes sociais.

Em uma suposta conversa com a mãe de Matsuoka, ela pede para que as pessoas que fizeram depósitos bancários ao seu filho, que passem o número da conta pois ele irá estornar os valores a cada um.

“Agora só por causa de uma brincadeira de mau gostos vocês querem me difamar. Foi brincadeira de mau gosto minha mesmo, mas vocês deram por vocês quis (sic)”.

“Só tenho a agradecer quem deu mas eu não pedi nada pra ninguém. Eu estava passando necessidade sim”, se defendeu o rapaz.

PASSAGEM PELA POLÍCIA

Em novembro de 2017, João Vitor e um outro morador de Iwata foram detidos por suposto estupro de uma mulher dentre de um carro, no mesmo porto onde esteve essa semana recebendo as doações.
Na ocasião, conforme noticiou a imprensa japonesa e brasileira na época, João Vitor e o comparsa seguraram a jovem de 20 anos, conhecida de ambos, e a teriam violentado.
Mensagens do autor:
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Posted by Jhanny Karla on Tuesday, August 18, 2020

 

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Uma das últimas postagens do João Victor

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