O número global de mortes por coronavírus ultrapassou 800.000 no sábado, de acordo com uma contagem da Reuters, com Estados Unidos, Brasil e Índia liderando o aumento no número de fatalidades.

Quase 5.900 pessoas morrem a cada 24 horas de Covid-19, em média, de acordo com cálculos da agência com base em dados das últimas duas semanas, que terminaram na sexta-feira.

Isso equivale a 246 pessoas por hora, ou uma pessoa a cada 15 segundos.

A taxa de mortes está se mantendo estável, levando 17 dias para ir de 700.000 para 800.000 mortes – o mesmo tempo que levou para ir de 600.000 para 700.000.

O número de mortos nos EUA ultrapassou 170.000 no domingo, o maior do mundo. Embora o número de novos casos tenha caído do pico em julho, o país ainda está vendo mais de 360.000 novos casos por semana.

Muitas escolas públicas e universidades reabriram salas de aula aos alunos, apesar das taxas de teste positivas de quase 20% em algumas partes do país. Menos de uma semana depois de receber os alunos, algumas escolas estão mudando para o ensino apenas online devido a um aumento nas infecções.

Na Índia, o segundo país mais populoso do mundo, as mortes por Covid-19 chegaram a 50.000 na segunda-feira, cinco meses depois que o país relatou sua primeira fatalidade por coronavírus.

A Índia é apenas o terceiro país, atrás do Brasil e dos Estados Unidos, a registrar mais de 2 milhões de infecções. Tem uma taxa de letalidade relativamente baixa de 1,9%, em comparação com a média mundial de 3,5%, mas isso pode ser devido à subnotificação.

As taxas de letalidade são de cerca de 3% nos Estados Unidos e no Brasil.

Especialistas em saúde alertaram que o Brasil e os Estados Unidos ainda não têm um plano coordenado para combater a pandemia, já que muitas autoridades se concentram na reabertura de escolas e empresas, o que provavelmente agravará o surto.

O número de mortos no Brasil com o coronavírus ultrapassou 100 mil em 8 de agosto e continua a subir enquanto a maioria das cidades brasileiras reabrem lojas e restaurantes, embora a pandemia ainda não tenha chegado ao pico.

Foto | Amanda Perobelli

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