Não há montanha no Japão que mais pessoas queiram ver do que o Monte Fuji. No entanto, observá-lo sem interferências climáticas é um desafio.

A geografia local e os padrões climáticos significam que, embora Fuji seja o pico mais alto do país, é frequentemente envolto em névoa e obscurecido por nuvens, para desespero de viajantes e fotógrafos.

E com certeza, quando o japonês Taitan (@ taitan21) apontou sua câmera para o Monte Fuji na última terça-feira (22), havia uma grande nuvem antiga entre onde ele estava na cidade de Fuji, província de Shizuoka, e a montanha.

Pela primeira vez, porém, isso não estragou a foto, mas apenas a tornou ainda mais incrível.

Há uma explicação que não envolve extraterrestres ou divindades, no entanto. Este tipo de formação de nuvem é chamada de nuvem lenticular, mas, neste caso, o termo japonês, tsurushigumo, ou “nuvem suspensa”, pode ser mais fácil de entender mentalmente.

Em termos simples, esse tipo de nuvem se forma quando o ar úmido é soprado pelo vento sobre o topo de uma montanha alta. Conforme se move para o outro lado da montanha, o vento forma uma corrente semelhante a uma onda e o ar esfria.

Se esfriar o suficiente, uma nuvem se forma entre onde a onda de vento sobe e desce, e a corrente lateral reduzida a mantém no lugar, formando uma nuvem cada vez maior com um formato de lente que “paira” no mesmo ponto do céu.

Com chuva no dia anterior e temperaturas amenas durante a noite, as condições eram as ideais na hora em que a foto de Taitan foi tirada.

Mas sendo um residente da cidade de Fuji, ele tem muitas chances de tirar fotos da montanha, e a foto da “nuvem suspensa” está longe de ser sua única foto de tirar o fôlego.

O senso comum é que o inverno, a estação mais seca do Japão, é a melhor época para fotografar o Monte. Fuji. Mas, como mostram os trabalhos de Taitan, ela tem uma beleza única em dias nublados também, então não há necessidade de adiar sua visita para a parte mais fria do ano.

Fontes | SoraNews e Wheather News

 

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