Desde o retorno às aulas no Japão, em meados de junho, uma pesquisa conduzida pelo sindicato nacional dos professores revelou que em 15% das escolas existem alunos que não frequentam a aula com medo de contrair o novo coronavírus.

Em 23% das escolas houve um aumento na ausência dos alunos por causa da pandemia, e que na maioria dos casos são os pais que ainda sentem receio de mandar seus filhos para a escola.

De acordo com a emissora estatal NHK, a pesquisa do sindicato conduzida entre o final de agosto e setembro, recebeu respostas de 1.152 escolas em todo o país, incluindo as de ensino fundamental e médio, e escolas com necessidades especiais.

pesquisasindicato - Pesquisa: Em 15% das escolas no Japão crianças ainda não voltaram às aulas com medo de contrair Covid-19
Pesquisa do sindicato revela que ao todo 15% das escolas registraram ausência de alunos por meda do coronavírus (Imagem | Reprodução NHK)

No ensino médio, a pesquisa mostrou que 28% das escolas registraram maior ausência de alunos desde o final das férias de verão, seguido por 24% do ensino fundamental.

Além disso, 14% dos alunos do ensino fundamental, 16% dos alunos do ensino fundamental, 11% dos alunos do ensino médio e 25% das escolas com necessidades especiais responderam que há pais que não mandam seus filhos à escola para prevenir a infecção.

Especificamente, houve um caso em que “aluno com família de alto risco de infecção foi orientado por médico a não sair” e, quanto à resposta, foram realizadas aulas complementares individuais após a escola e visitas domiciliares.

Segundo o responsável pela pesquisa, “há mais crianças que não podem frequentar a escola por medo de contágio e o ambiente de educação online não é suficiente, então é preciso pensar em como garantir o aprendizado e a conexão com a escola”.

REABERTURA

Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia do Japão, em 1º de junho, 99% das escolas públicas estavam reabertas.

Desse total, 55% tinham retornado totalmente, 27% em modo de escalonamento de turmas e 17% com turno reduzido. Desde o fechamento de todas as escolas e a data do levantamento, passaram-se 91 dias.

Após a desaceleração da pandemia no país em meados de maio, as escolas começaram a considerar a ideia de retomar a educação devido à sua importância, mas tomando os devidos cuidados, baseando-se na teoria da impossibilidade de zerar o risco da contaminação.

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