Algumas instituições de pesquisa japonesas que desenvolvem vacinas contra o coronavírus foram atingidas por ataques cibernéticos, aparentemente da China, no que se acredita serem os primeiros casos do tipo no país, disse uma empresa de segurança da informação dos Estados Unidos, nessa segunda-feira (19).

Em meio a uma corrida cada vez mais intensa para desenvolver vacinas contra o Covid-19, essas corporações têm sido alvo de ataques desde abril, mas nenhum relato de vazamento de informações foi feito, informou  empresa CrowdStrike.

O Centro Nacional de Preparação para Incidentes e Estratégia para Segurança Cibernética do governo pediu aos fabricantes de medicamentos e organizações de pesquisa a aumentarem os níveis de alerta contra tais tentativas de roubo de informações confidenciais.

O nome das instituições invadidas não foram revelados, mas disse suspeitar que os ataques tenham sido feitos por um grupo de hackers chinês, com base nas técnicas empregadas.

Os ataques envolveram o envio de e-mails anexados a arquivos eletrônicos, que pareciam estar relacionados ao novo vírus, mas continham vírus de computador, segundo a empresa.

Scott Jarkoff, diretor da CrowdStrike responsável pela região Ásia-Pacífico, destacou que as tentativas de espionagem consideradas por governos têm se intensificado à medida que buscam desenvolver vacinas contra o coronavírus à frente de outros países.

Em julho, Estados Unidos, Grã-Bretanha e Canadá alegaram em um relatório que hackers ligados a um serviço de inteligência russo haviam tentado roubar informações de pesquisadores que trabalhavam para produzir vacinas contra o coronavírus em seus países, o que Moscou negou.

Também naquele mês, o Departamento de Justiça dos EUA indiciou dois cidadãos chineses, que acreditava estarem trabalhando em nome do governo chinês, por invadir sistemas de computador de centenas de empresas, governos e organizações não governamentais para roubar pesquisas do COVID-19 e outras informações.

PROJETOS EM FASE FINAL

Cerca de 190 projetos de vacinas estavam em andamento no final de setembro, alguns dos quais já entraram em fase final de testes, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde e outros órgãos.

No Japão, a Universidade de Tóquio, a Universidade de Osaka e o Instituto Nacional de Doenças Infecciosas, entre outros, aderiram à corrida.

A Agência Japonesa para Pesquisa e Desenvolvimento Médico, patrocinada pelo governo, que aloca fundos estaduais para apoiar a pesquisa médica, adotou 20 projetos de vacinas conduzidos por universidades e empresas privadas.

As principais empresas farmacêuticas, incluindo Takeda Pharmaceutical Co. e Daiichi Sankyo Co., foram selecionadas para o esquema de apoio da agência para o desenvolvimento da vacina Covid-19, que concede até ¥ 10 bilhões para cada projeto, de acordo com agência.

Mas ainda não se sabe quando a primeira vacina desenvolvida internamente terá uso generalizado, enquanto alguns países estrangeiros pretendem introduzir a sua própria vacina até o final do ano.

Fonte | Kyodo

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