O número de casos de bullying quadruplicou nos últimos cinco anos nas escolas japonesa de ensino fundamental.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (22) pelo Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia.

De acordo com a pesquisa realizada pela instituição, o número de casos de bullying registrados nas escolas em todo o país em 2019 ultrapassou 600 mil pela primeira vez.

O número de crianças que deixaram de frequentar a escola foi de cerca de 180 mil, o maior já incluindo atos violentos.

A pesquisa é realizada anualmente e envolve escolas de ensino fundamental, médio e instituições para pessoas com necessidades especiais em todo o país, para analisar a situação do bullying e recusa escolar.

bullying - Casos de bullying quadruplicaram nos últimos cinco anos nas escolas japonesa, diz pesquisa

Vejam abaixo os dados de Bullying reconhecidos no Japão em 2019:

▽ ensino fundamental (1º ao 5º anos): 484.545 casos,
▽ ensino fundamental (6º ao 9º anos): 106.524 itens,
▽ ensino médio: 18.352 casos,
▽ escolas com necessidades especiais: 3.075 casos.

Um total de 612.496 casos em todo o Japão, um aumento de quase 70 mil em relação ao ano anterior, o maior número registrado de todos os tempos.

O Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia afirma que o pano de fundo é que as escolas estão mais conscientes do bullying, mas acredita-se que a recusa escolar e os atos violentos estão se tornando mais frequentes em crianças mais novas.

Os tipos de bullying mais frequentes são provocação e palavrões com mais de 60% de ocorrências, seguidos por esbarramentos e encontrões com 20% e 19% calúnia ou fazer algo desagradável com um computador ou telefone celular.

Notou-se também que a porcentagem de escolas que reconheceram o bullying aumentou de 57% há cinco anos para 83%.

De acordo com o especialista Hiroyuki Nishino, presidente da NPO Free Space Tamariba, é louvável o fato de que a escola está reportando sem esconder, mas ele acredita que coisas sérias estão acontecendo devido ao aumento do bullying com risco de vida.

“As crianças estão cada vez mais difíceis de viver sob a pressão de fazer bem, de não ficarem constrangidas. Adultos e a sociedade estão ficando sem espaço, e isso tudo se reflete nas crianças”, disse Nishino.

Daisuke Fujikawa, professor da Universidade de Chiba, que está familiarizado com o problema do bullying, alertou para medidas firmes.

“A situação grave de bullying está aumentando, mas deve haver mais casos de bullying que potencialmente atendam aos requisitos, e é necessário responder com mais firmeza”, alertou.

Fonte | NHK

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