O primeiro-ministro do Japão Yoshihide Suga instruiu os ministros do gabinete nessa terça-feira (10) a compilar um terceiro orçamento suplementar para o ano fiscal de 2020 e elaborar um novo pacote de estímulo econômico para ajudar a economia a resistir à nova pandemia de coronavírus.

O orçamento extra para o ano até março financiará uma provável extensão da campanha de viagens “Go To Travel” do governo além do final de janeiro para continuar sustentando o setor de turismo.

Suga disse aos membros do seu gabinete para “garantir que a economia continue a se recuperar e trazê-la de volta a um caminho de crescimento liderado pela demanda privada”, segundo o governo.

Alguns legisladores do Partido Liberal Democrata, no poder, e seu parceiro de coalizão Komeito, disseram que o próximo orçamento será de 10 trilhões de ienes (US$ 97 bilhões) e 15 trilhões de ienes.

MEDIDAS

Além de contramedidas contra a propagação do vírus, Suga sugeriu que o orçamento incluirá assistência para a transformação digital e esforços para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, bem como medidas para promover a migração de áreas urbanas para rurais.

O orçamento suplementar também deve fornecer financiamento para promover a digitalização das empresas e o investimento no fortalecimento das cadeias de abastecimento, melhorar a preparação do país para desastres e aumentar o apoio financeiro para casais em tratamento de fertilidade.

O projeto de orçamento extra provavelmente será submetido à sessão ordinária do Parlamento do próximo ano, que ocorrerá em janeiro, durante a qual o orçamento inicial para o próximo ano fiscal a partir de abril também será discutido.

Para o atual ano fiscal, o parlamento já aprovou dois orçamentos suplementares totalizando cerca de 57 trilhões de ienes para medidas de estímulo antivírus sob a administração do predecessor de Suga, Shinzo Abe, com a emissão de quase 46 trilhões de ienes de títulos para cobrir déficits.

Entre as medidas anteriores estavam doações em dinheiro de 100.000 ienes para todos os 126 milhões de residentes no Japão.

Como resultado, o orçamento total do Japão para o ano fiscal de 2020 aumentou para mais de 160 trilhões de ienes, alimentando a preocupação com uma deterioração ainda maior da saúde fiscal do país – atualmente a pior entre os principais países desenvolvidos, com mais de 1.100 trilhões de ienes em dívida pública, que é mais do que o dobro do produto interno bruto.

O governo reservou um total de 11,5 trilhões de ienes em fundos de reserva sob os dois orçamentos extras para combater a pandemia do coronavírus.

Restam cerca de 7,3 trilhões de ienes e espera-se que o dinheiro seja reorientado para o novo orçamento suplementar, disseram as fontes.

Fonte | Kyodo

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