Oitenta por cento de todas as mortes por Covid-19 no Japão ocorreram na terceira onda de infecções começando em novembro, mostraram dados do governo divulgados nesta segunda-feira (5).

No final de março, as mortes no país pelo novo coronavírus totalizaram 9.173, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Do total, 7.404 morreram desde novembro.

Três quartos dessas mortes foram relatadas em oito províncias: Tóquio, Hokkaido, Saitama, Chiba, Kanagawa, Aichi, Osaka e Hyogo – onde o vírus se espalhou rapidamente.

O aumento acentuado nas mortes foi causado em grande parte por infecções em cluster (aglomerados) em locais com pessoas com maior risco de desenvolver sintomas graves.

Esses surtos aumentaram cinco vezes em lares de idosos e triplicaram em hospitais durante os meses desde novembro, em comparação com os números da segunda onda de infecções até outubro, mostraram os dados.

Nas grandes cidades, mais da metade dos pacientes com coronavírus que morreram contraíram o vírus por meio de infecções por cluster nessas instalações, de acordo com os dados.

“PONTO CRÍTICO”

De acordo com Shigeru Omi (foto), chefe do subcomitê Covid-19 do governo japonês, o Japão está em um “ponto crítico” para conter uma recuperação das infecções, disse ao jornal Asahi.

Alguns especialistas temem que o Japão esteja entrando agora em uma quarta onda de infecções envolvendo variantes mais contagiosas e mortais.

Essas cepas estão varrendo Osaka, Hyogo e prefeituras próximas, ameaçando proliferar por todo o país.

A tendência preocupante surge em um momento em que os residentes na área metropolitana de Tóquio e em outros centros urbanos se tornaram mais complacentes quanto a seguir os protocolos de segurança após dois meses e meio de mobilidade restrita e viagens reduzidas em estado de emergência.

VACINAÇÃO

O Japão iniciou seu programa de vacinação com profissionais de saúde em fevereiro e planeja começar a vacinar idosos este mês. Mas o fornecimento de vacinas é limitado e ninguém sabe quando o governo poderá completar a vacinação de todas as pessoas elegíveis.

Dados do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar mostraram que pacientes com 60 anos ou mais foram responsáveis ​​por 96% das mortes na terceira onda. Pessoas com 80 anos ou mais foram particularmente difíceis, representando 67% dessas mortes.

Os dados do ministério mostraram que, no final de março, havia 1.176 casos em que duas ou mais pessoas testaram positivo para o vírus na mesma unidade de enfermagem. O número comparável para hospitais foi 992.

Até o final de março, foram 1.064 casos dessas infecções em restaurantes, o dobro do acumulado até outubro.

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