O número de pessoas com problemas de saúde devido a longas jornadas de trabalho e estresse no Japão registrados em 2020 foi o maior já contabilizado até agora no país: mais de 600 pessoas, segundo levantamento do Ministério da Saúde, Trabalho e Previdência.

Foram 81 casos de morte súbita por excesso de trabalho. Este é o maior número desde o início da pesquisa em 1983.

O motivo mais comum para a certificação foi “assédio moral por parte dos chefes” (99 casos), “experiência de acidentes e desastres trágicos” (83), “intimidação e assédio no trabalho” (71) e “grande quantidade de trabalho e conteúdo”. 

Por faixa etária, 174 pessoas na casa dos 40 anos representavam 29% do total e 169 pessoas na casa dos 30 aumentaram 37 em relação ao ano anterior.

Em relação ao novo coronavírus, sete pessoas foram reconhecidas como acidentes de trabalho, incluindo assédio moral no trabalho devido a infecção.

No ano passado, 2.051 pessoas se inscreveram para acidentes de trabalho por sofrerem de doença mental, o segundo maior número depois do ano anterior, 2019.

Por outro lado, no ano passado, 194 pessoas foram reconhecidas como acidentes de trabalho por hemorragia cerebral e infarto do miocárdio causados ​​por longas jornadas de trabalho.

Destes, 67 foram reconhecidos como “karoshi” (morte por excesso de trabalho), incluindo a geração mais jovem na casa dos 20 e 30 anos.

“Embora as horas extras tenham diminuído devido aos efeitos do novo coronavírus, o número de solicitações de acidentes de trabalho, como depressão, continua alto”, divulgou o ministério.

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